Embalagem e Idosos

Este foi o tema de minha monografia de conclusão do curso de pós-graduação em Engenharia de Embalagem no Instituto Mauá de Tecnologia. A pesquisa relaciona conceitos clássicos de Ergonomia aos recentes estudos sobre Design Inclusivo e Design Universal e aponta aspectos a serem observados para tornar as embalagens de alimentos mais adequadas aos consumidores idosos.

A bibligrafia inclui pesquisas realizadas pelo Centro Português de Design, pelo Nordic Innovation Centre da Noruega e pelo Centro para o Design Universal da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, entre outras referências.

Contei com a colaboração de diversos profissionais e pesquisadores, além do apoio da ABRE Associação Brasileira de Embalagem.

Leia a seguir o resumo e a introdução. Para receber esta monografia completa em PDF escreva para estudioricardomayer@gmail.com

“O crescimento da população com idade superior a 60 anos no Brasil e a necessidade de adequação ergonômica das embalagens de produtos alimentícios.”

Ricardo da Silva Mayer  – 2012

Monografia apresentada ao curso de Pós-graduação em Engenharia de Embalagem, da Escola de Engenharia Mauá do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia para obtenção do título de Especialista.

Orientadora: Profa. Sara de Paula Souza

RESUMO

O presente estudo, baseado em uma revisão bibliográfica, tem como objetivo analisar se a adequação ergonômica das embalagens de alimentos é capaz de torná-las mais acessíveis a pessoas com mais de 60 anos, e se isso resultaria em uma ferramenta de competitividade para indústrias de alimentos no Brasil nas próximas décadas. Para tanto, foi necessário analisar as definições e as funções da embalagem e sua evolução no Brasil, assim como, verificar as características socioeconômicas da população com mais de 60 anos e sua influência enquanto consumidores. Elaborou-se uma pesquisa bibliográfica a respeito de ergonomia, com foco na sua contextualização histórica, seus conceitos, seus métodos e sua aplicabilidade em embalagens. Descreveu-se também sobre design inclusivo e design universal, seus princípios e sobre as possibilidades de contribuição para o design de embalagens que propiciem melhor usabilidade por pessoas idosas, com ênfase nos aspectos visuais e nos sistemas de fácil abertura. Por fim, foram levantados posicionamentos de diversos autores sobre a obtenção de vantagem competitiva através da diferenciação de embalagens, concluindo-se que esta é uma forma efetiva de melhor atender à população idosa, assim como, aos demais consumidores, e desta forma, obter fidelidade como consumidores, além de garantir o direito de acesso igualitário aos alimentos industrializados.

Palavras-chaves: Embalagem. Ergonomia. Design universal. Design inclusivo. Idosos. Sistemas de fácil abertura.

INTRODUÇÃO

Esta pesquisa aborda a temática referente à adequação ergonômica das embalagens de produtos alimentícios, considerando o crescimento da população com idade superior a 60 anos no Brasil.

Acredita-se que essa adequação trará uma vantagem competitiva para as empresas fabricantes destes produtos, pois, sob a ótica de diferentes estudiosos, a praticidade e a conveniência das embalagens tornam os consumidores mais fiéis aos produtos e às marcas que melhor satisfazem às suas expectativas e necessidades.

Mestriner (2005), por exemplo, refere-se à evolução dos sistemas de abertura e fechamento ressaltando que a praticidade e a conveniência são fatores decisivos e diferenciais competitivos importantes dos produtos. Para atender à demanda dos consumidores há uma busca incessante por tampas cada vez mais fáceis de usar.

Se, para a população em geral, as embalagens muitas vezes apresentam deficiências quanto à usabilidade, o envelhecimento salienta ainda mais estas dificuldades já que, como aponta Iida (2005), o envelhecimento provoca uma degradação progressiva das forças musculares, da flexibilidade das articulações e da visão, processo que tem início entre 30 a 40 anos, mas acelera-se a partir dos 50 anos.

A ênfase do estudo será na ergonomia, definida pela IEA (Associação Internacional de Ergonomia, 2011) nos seguintes termos:

A ergonomia (ou fatores humanos) é uma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios, dados e métodos a projetos a fim de otimizar o bem estar humano e o desempenho global do sistema. IEA / ABERGO (2011 p.1)

Outro conceito relevante considerado neste estudo refere-se ao design inclusivo, também conhecido como design universal, conjunto de diretrizes aplicadas na arquitetura e no design com a preocupação de permitir acessibilidade e usabilidade a portadores de deficiência, mas que acaba por favorecer uma ampla gama da população, como idosos, crianças, gestantes e outros. (FERRÉS 2011)

OBJETIVO

Demonstrar que a adequação ergonômica das embalagens de alimentos torna-as mais acessíveis a pessoas com mais de 60 anos, o que resultará em ferramenta de competitividade para indústrias de alimentos no Brasil nas próximas décadas.

JUSTIFICATIVA

O tema é de grande relevância para as indústrias de alimentos, para as indústrias de embalagens, para os engenheiros, para os designers e para a sociedade, face às tendências demográficas brasileiras. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o alargamento do topo da pirâmide etária pode ser observado pelo crescimento da participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010. (IBGE 2011)

A ergonomia voltada às necessidades dos consumidores com idade superior a 60 anos e o seu desdobramento em design inclusivo são questões que, apesar de estarem sendo debatidas por especialistas das áreas relacionadas a design de produtos, design para web, arquitetura e urbanismo, têm sido ainda pouco estudadas no contexto da embalagem no Brasil. Isso pode ser observado pela relativa carência de produção científica focada nesta área em nosso país.

Este estudo, porém, não pretende se restringir a produtos desenvolvidos especialmente para idosos, mas considerar que pessoas acima de 60 anos consomem uma ampla gama de produtos alimentícios, inclusive, aqueles que costumavam consumir quando mais jovens.

Para receber esta monografia completa em PDF escreva para estudioricardomayer@gmail.com

 

Depoimento para Revista Embanews FEV 2014 – ver